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segunda-feira, 7 de março de 2016

Quebrada a farsa de que a ICAR definiu o Cânon do Novo Testamento

ROMA DEFINIU O CÂNON DO NT NO
CONCÍLIO DE CARTAGO (397 d.C.) ???


Supõe-se que este concílio, no cânon 47, incluiu os livros “apócrifos” no cânon da Escritura, vejamos as objeções existentes contra essa autoridade:

1º - Supondo por um momento que este cânon é verdadeiro, é preciso saber-se que este concílio não foi geral, mas, sim, provincial, e, portanto, não pode nem deve ser citado para estabelecer uma doutrina que seja obrigatória para a Igreja Universal; tão somente pode apresentado para estabelecer e provar um costume local.

2º - O cardeal Belarmino recusou-se a citar este concílio sobre outro assunto. Eis suas palavras: “Este concílio provincial não pode obrigar o bispo de Roma nem os bispos das outras províncias, ” (BELL, DE PONT. ROM. LIB.II E XXXI,. SEC. VIII. PAG.387 . TOM.I. PRAG., 1721), e isto porque o cânon 26 deste concílio se declarou que o bispo de Roma não devia chamar-se “sumo sacerdote”, e o mesmo concílio se opôs, por outro lado, à supremacia da sé romana. Aqui temos, pois, um concílio herético!!!

3º - Podem, porém, citar-nos Calmet, que diz que os cânones deste concílio foram confirmados pelo de Constantinopla, em Trullo (695 d.C.). Assim será; mas tanto pior para o excessivo zelo de Calmet, que tanto confia neste argumento, não sabia ele que este último concílio tinha sido totalmente condenado por vários papas, como no-lo dizem os padres jesuítas Labb e Cossart??? (LABB. E COSS. CONCIL.GEN. TOM. IV, COL. 1316. PARIS, 1671).

4º - Equívoco este, por certo, altamente incômodo para Calmet, atentas as consequências que deles derivam!!! Este mesmo concílio em Trullo confirmou também cânones do concílio de Laodicéia, (LABB, E COSS. TOM. II. COL. 1140. CAN. II. ID.) que expressamente rejeitou os livros “apócrifos”. Seria porque os duzentos e onze bispos reunidos em Trullo confirmassem duas listas contraditórias??? É mais razoável supor que confirmaram os decretos do concílio anterior, acerca dos quais nunca tinha havido dúvida; pelo contrário, essas listas tinham sido já confirmadas pelo concílio geral de Calcedônia.

5º - Pode, porém, objetar-se, dizendo que o concílio de Laodicéia foi também provincial. De acordo, porém o cânon 60 deste concílio, que enumera os livros canônicos (BINIUS. CONCL. I. LAOD. CAN. 60. TOM. I PAG.304. PARIS, 1636) foi confirmado pelo concílio geral de Calcedônia (451 d.C.), e portanto é doutrina obrigatória para todos os membros da Igreja Romana. Alguns católicos romanos, ao passo que preferem a autoridade do concílio de Cartago à do de Laodicéia, pelo fato de dizer-se que Leão IV confirmara os decretos do primeiro, esquecem que Leão IV confirmara também os decretos do concílio de Laodicéia, e dessa forma temos um papa a confirmar duas listas contraditórias. Isto nos dá motivo para supor que o cânon do concílio posterior, o de Cartago, foi forjado, e que Leão IV não o conheceu, atribuindo sê-lhe, por consequência, erroneamente, seu reconhecimento.

6º - Outra dificuldade, com a qual os católicos romanos têm a lutar, é que a lista apresentada por sua Igreja não está em harmonia com a lista que se supõe ter sido dada no cânon 47 do concílio de Cartago, que é o cânon em que se fundam. (LABB. E COSS. II. COL. 117. PARIS, 1671). Por exemplo, não se encontram os livros dos Macabeus em nenhum dos exemplares ou manuscritos gregos desse concílio, mas unicamente nas traduções latinas, o que faz, por consequência, crer no espírito suspeito de falsidade. Demais, por um equívoco estranho, o concílio mencionou 05 livros de Salomão, além dos Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, que se encontram no cânon hebraico, e também no que se chama “Setenta”, a Sabedoria de Salomão, que se lhe atribui, e o Eclesiástico, ou o “Livro de Jesus”, filho de Siraque, escrito oitocentos anos depois da morte de Salomão.

7º - Sirício foi bispo de Roma naquela época (397), sendo cônsules Cesário e Ático, segundo consta do mesmo concílio, e contundo o cânon que, segundo se diz, contém a lista dos livros canônicos, fala do Papa Bonifácio, o qual não foi bispo senão uns 20 anos depois, em 418 – razão muito concludente para supor que a pessoa que forjou o cânon viveu tanto tempo depois do concílio que se esqueceu de quem fosse o bispo de Roma naquela época!!!

8º - Os católicos romanos não são de perfeito acordo entre si acerca da autenticidade deste “cânon particular”. O cardeal Barônio, célebre historiador, foi obrigado a confessar que no concílio de Cartago não foram confirmados todos os seu cânones, os quais foram aprovados em outros vários concílios celebrados nesta cidade, como, por exemplo, o cânon no qual se define o número dos livros sagrados; (BARON. ANNAL. ANN. 397, Nº 56, PAG. 249. EDIT. LUCA. 1740), e Bínio diz que “50 cânones”, que tem sido atribuído a este concílio, não foram todos confirmados por ele, mas, sim, por outros concílios de Cartago, como, por exemplo, o cânon 47. (BINIO. CONCL. CARTH. III, PAG. 722, TOM. I. SUTET. PARIS, 1636)

Depois do que deixamos exposto, é, pois, um erro se referir ao concílio celebrado em 397. Suponhamos que foi outro concílio, por exemplo o que foi celebrado em 419, ao qual se atribui o decreto em questão; está suposição levar-nos-ia a outras dificuldades. Dupin nos diz que este concílio não fez outra coisa mais do que propor a lista, e que para sua confirmação era preciso consultar-se a opinião das outras igrejas. (DUPIN, VOL. I. PAG’S. 08 e 09, FOL. EDIT. LONDRES, 1699).

É ainda, porém, um grande equívoco supor que este concílio publicasse a referida lista. A questão merece apenas ser discutida até ao dia que os católicos romanos concordem acerca do concílio certo e determinado que aprovou o suposto cânon ou a lista, assim como a respectiva data de sua aprovação. É isso tudo o que temos a dizer relativamente acerca desta autoridade alegada pela Igreja Romana e que ela tem que responder todas as incoerências encontradas em todas essas afirmações, lembrando que não foram os protestantes que alegaram essas discrepâncias, erros históricos e adulterações, mas o próprio magistério romano, com tantos mandos e desmandos, com todas as suas ordens, concílios, papas, cardeais, bispos, historiadores... e assim sucessivamente.!!!



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